terça-feira, 20 de janeiro de 2009

DISLEXIA na FASE ADULTA

A DISLEXIA NA FASE ADULTA
Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades:
· Continuada dificuldade na leitura e escrita;
· Memória imediata prejudicada;
· Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
· Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
· Dificuldade com direita e esquerda;
· Dificuldade em organização;
· Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto-estima e algumas vezes o Ingresso no uso de drogas e álcool.
Feeling do professor
Como é uma síndrome geralmente detectada na Infância, o papel do professor é muito importante, principalmente na fase da alfabetização. Ter o feeling de perceber algo errado com determinado aluno é essencial para evitar traumas futuros. Porém o que muitas vezes acontece é a falta de conhecimento sobre a dislexia que pode trazer avaliações distorcidas. Esse quadro de dificuldade de leitura não tem cura, e acompanha uma pessoa por toda a vida, do Ensino Fundamental até o Superior.
Nenhum professor precisa ser oftalmologista para notar que o estudante não está enxergando bem. O dia-a-dia da sala de aula mostra isso. O mesmo vale para a audição e outras deficiências, como a própria dislexia. O professor percebe que tal pessoa é inteligente, perspicaz, criativa, tem facilidade para fazer uma porção de coisas, no entanto, quando tem que ler, escrever ou entender o que leu, pronto, nem parece a mesma. Esses indícios são os mais significativos.
"Os professores e coordenadores pedagógicos têm que ter algum tipo de treinamento, alguma sensibilidade para detectar que é mesmo dislexia, para não falar que o aluno é folgado, vagabundo e não quer aprender”. O professor de Leitura e Lingüistica da UVA (Universidade Estadual Vale do Acaraú), Vicente Martins "Ninguém enxerga aquilo que não conhece,"

Vestibular
Se o vestibular já é um bicho-de-sete-cabeças para pessoas sem dislexia, imagine, então, para alguém disléxico. Redação, perguntas com enunciados enormes, cálculos, interpretação de textos e tudo isso sob pressão. O tempo também é um fator importante, já que pessoas com essa síndrome têm dificuldade de leitura e, conseqüentemente, levam mais tempo para ler, interpretar e resolver os enunciados.
É por isso que fundações como a Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) já estão se abrindo para o problema do disléxico. Quem possui a síndrome e comprova através de um relatório idôneo, faz a prova em um local diferente com um monitor que lê as questões para que a pessoa ouça e entenda melhor. Além disso, tem duas horas a mais para realizar o vestibular, pode usar calculadora, construir mentalmente a redação e ditar para que o monitor a escreva. Isso já acontece há dois anos seguidos.
A pessoa disléxica é um mau leitor: é capaz de ler, mas não é capaz de entender o que lê de maneira eficiente. "É uma síndrome que acomete o ser humano. Isso vale para o esquimó, para a aborígine da Austrália, para o japonês, cairçara, pigmeu da floresta africana. E independe de qualquer outra variável. E a pessoa vai ser disléxica sempre, como o canhoto, mesmo que ele desenvolva habilidades na outra mão e supere as dificuldades, sempre será canhota. O disléxico também", observa Braggio. (2005)

Ensino Superior
E será que uma pessoa disléxica pode chegar a uma universidade e completá-la satisfatoriamente? Os professores são unânimes: isso é perfeitamente possível, desde que o aluno avise do problema para a coordenação do curso que irá alertar os docentes para que tenham sensibilidade em lidar com esse estudante. O gênio inventor da teoria da relatividade, Einstein, era disléxico e, no entanto, toda a humanidade reconhece seus feitos. Dislexia não tem nada a ver com inteligência.
As mesmas bases da instrução infantil devem guiar a instrução adulta, utilizando abordagem multissensorial dirigida e estimulando ambos hemisférios cerebrais. A utilização do computador com recursos de auto-correção é altamente recomendável, sempre que seja de interesse e relevância.
“O ser humano vai criar compensações. Ele pode ser péssimo em língua portuguesa e ainda assim um grande líder. Por exemplo, uma das compensações importantes em que o disléxico precisaria ter uma atenção especial é o tempo nas provas e concursos. Não é super proteção, mas considerá-lo realmente como uma pessoa que necessita de atendimento especial", argumenta Martins. Chegar à universidade é uma grande conquista para o disléxico, por isso, hoje em dia, algumas instituições já estão criando laboratórios para dar atendimento a jovens com dificuldades de leitura.
Quando se fala em dislexia, existem dois componentes que devem ser levados em conta: ler e compreender o texto. Quem tem dificuldade de leitura, tem problemas em ler um texto em voz alta e, conseqüentemente, em compreendê-lo. Para quem chega à graduação e passa por uma enxurrada de textos que são necessários para a compreensão e resposta de uma série de questionamentos das diversas disciplinas da grade curricular, é importante que os professores dêem uma orientação e atenção especial.
Os professores devem ficar atentos a alguns sintomas da dislexia em adultos que, caso não tenham tido um acompanhamento adequado na fase escolar, ou, se possível, pré-escolar, ainda apresentará dificuldades na leitura e escrita: memória imediata prejudicada; dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia); dificuldade com direita e esquerda; dificuldade em organização; aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência depressão, ansiedade, baixa auto-estima e, algumas vezes, o ingresso para as drogas e o álcool.
O disléxico tem um ritmo diferente dos não-disléxicos. Portanto, evite submetê-lo a pressões de tempo ou competição com os colegas. É importante estimulá-lo e fazer com que acredite na sua capacidade de tornar-se um profissional competente.

Sugestões de boas práticas
As seguintes sugestões de boas práticas serão particularmente úteis para os estudantes com dislexia, mas podem ser úteis aos estudantes em geral. Para além destas sugestões achamos muito importante que o Professor obtenha mais informação sabre dislexia e contacte com os estudantes, no sentido de saber o que para eles e mais útil.

O estudante disléxico na Universidade:
É importante estar alerta para a eventualidade de ter um estudante disléxico entre os que freqüentam as suas aulas. Assim deverá:
· estar consciente de que ele aprende de forma diferente da convencional;
· tentar obter informações acerca dos problemas com que o estudante disléxico se confrontou no secundário, especialmente no que diz respeito:
- capacidade de auto-gestão;
- ao seu sentido de organização;
- à capacidade de tomar notas;
- à gestão do tempo;
- à gestão dos projetos e trabalhos a realizar;
- ao ensino unidimensional;
· reconhecer a frustração que estudante disléxico deve sentir;
· reconhecer que as classificações podem ficar muito aquém do potencial do estudante;
· reconhecer problemas de auto-estima e de depressão;
· demonstrar simpatia, atenção e preocupação;
· oferecer-se para ser o professor-tutor ou nomear-lhe um;
· saber ouvir e aconselhar quando necessário e nas alturas previstas para tal;
· ajudar a organizar os trabalhos;
· planificar os trabalhos com datas bem determinadas (por exemplo, o primeiro trabalho sobre o primeiro capítulo na data x, o segundo na data y ... e assim sucessivamente);
· indicar as leituras obrigatórias nas bibliografias de referência;
· assegurar que os direitos previstos na lei em benefício dos estudantes disléxicos são respeitados, nomeadamente em matérias de exames: intervalos, tempo suplementar, leituras, utilização de computadores portáteis, etc.;
· ajudar os estudantes a preencher formulários e a redigir pedidos relacionados com os seus direitos;
· insistir no reforço dos talentos naturais do estudante.


Nas aulas
Os estudantes com dislexia lêem e escrevem mais lentamente do que os outros estudantes, assim é para eles, muito difícil acompanhar as aulas tirando notas. Estes estudantes podem também encontrar dificuldades em ler acetatos / apresentações nas aulas, pois têm dificuldade em compreender o que lêem e em copiar.
· Fornecer um resumo quando se introduz um novo tópico, de forma a iniciar a familiarização do estudante com o assunto - salientar as idéias principais e palavras-chave;
· fornecer textos de apoio às aulas, de forma a diminuir a quantidade de notas que o estudante tem que tirar numa aula;
· usar múltiplas formas de apresentar a informação: vídeos, slides, demonstrações práticas, bem como ir falando ao longo da apresentação de textos;
· prever tempo para os estudantes lerem os textos de apoio às aulas, sobretudo se esses textos vão ser mencionados no decurso de uma aula;
· introduzir tópicos e conceitos novos de uma forma óbvia – explicar termos e conceitos novos;
· dar exemplos para ilustrar um ponto de vista, uma perspectiva, um assunto;
· fazer pausas regulares para permitir que os estudantes possam acompanhar;
· perguntar ao estudante disléxico se está conseguindo acompanhar o trabalho nas aulas;
· fornecer material escrito, formatando-o num estilo simples, claro e conciso;
· usar preferencialmente material impresso em detrimento de notas escritas à mão;
· evitar fundos com imagens ou figuras;
· uma fonte clara como o Arial ou o Comic Sans é mais fácil de ler do que fontes como o Times New Roman;
· não devem ser usadas demasiadas fontes diferentes num mesmo texto;
· não usar blocos densos de texto. É aconselhável o uso de parágrafos, diferentes tipos de cabeçalhos, símbolos gráficos a destacar partes de textos e numerar textos;
· destacar partes de textos ou palavras usando preferencialmente o negrito em detrimento do sublinhado ou itálico;
· imprimir em papel de cor pode ser mais fácil de ler para alguns estudantes com dislexia. Alguns estudantes com dislexia usam acetatos de cor que colocam por cima do texto para facilitar a leitura.
· são de evitar as tintas vermelha e verde, pois estas cores são particularmente difíceis de ler.
· usar formas alternativas de apresentar conteúdos como gráficos, diagramas, etc.

Avaliações
Em situação de avaliação as capacidades de escrita e ortografia do estudante universitário disléxico podem piorar devido à pressão do tempo. Estes estudantes podem igualmente usar um tipo de linguagem mais básica, evitando palavras longas que lhes torna mais lento o processo de expressão escrita.
· As perguntas devem ser expressas em Iinguagem clara e concisa;
· combinar com os estudantes disléxicos a data de entrega de trabalhos;
· permitir a este estudantes o uso de corretores ortográficos e/ ou outras formas de trabalho que os ajudem a detectar e corrigir os próprios erros;

Trabalhos práticos
Podem surgir dificuldades quando estes trabalhos exigem apresentações escritas com prazos muito curtos – trabalhos escritos à mão podem ter uma péssima apresentação, bem como conter muitos erros ortográficos.
· Deve ser permitida a entrega destes trabalhos impressos, portanto escritos usando o computador;
· os estudantes disléxicos podem ter dificuldades em seguir instruções, de forma que estas devem ser claras e simples;
Estratégias de apoio à avaliação e classificação e classificação
Deve sempre dar feedback ao estudante sobre a avaliação que fez do trabalho apresentado por ele. Sempre que necessário deve conversar com ele sobre esse assunto.
Quando pontua um trabalho use marcadores diferentes para diferenciar o conteúdo da apresentação (ortografia e gramática, bem como organização das idéias).
Comemorar?
Sim, o disléxico tem como predominante característica a dificuldade no manejo da palavra conquanto símbolo gráfico.
Em contrapartida tem,
* Ótima noção de situação, com seu senso de contexto e oportunidade,
* Aguçada percepção da tônica do momento, com apurada intuição e sensibilidade,
* Excelente memória fotográfica e orientação espacial,
* Grandes habilidades como estrategista e visão de conjunto,
* Importantes habilidades sociais e empatia,
* Desenvolvida competitividade e perfeccionismo,
* Natural criatividade e inventividade,
* Enorme alegria e espontaneidade,
Que o tornam ... um vencedor!

16 comentários:

alexandre disse...

tenho 40 anos e ainda não consegui nada na vida, estou desempregado e não sei mais o q fazer. consegui meu diagnostico aos 36 anos, estou com medo de não conseguir nada na vida, ainda sou sustentado pelos meus pais, não me dão uma oportunidade, só recebo não nos empregos, dizem q não sou qualificado. Será q alguns dislexicos estão condenado a não ser ninguem? como as penitenciarias estão cheias de dislexicos e ninguem ver isso, não acham estranho, não sei se isso um dia vai se resolver pois é abstrata, ninguem enxerga!!

raquel disse...

Me identifico com esse problema pois desde pequena a minha mãe falou que tenho mais dificuldade na leitura do que os outros e realmente, quando termino de ler um livro percebo que todos já terminaram, mas sei me expressar até que bem, onde posso adquirir um diagnostico expecífico sobre dislexia? Existem graus de dislexia maiores do que outros?

nome?sobrenome? disse...

Hum, agora tudo faz sentido!

priscilla disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
priscilla disse...

Tenho muitos problemas com isso, dificudades e muita vergonha, tenho 32 anos e não consigo termina nada, preciso de ajuda é não sei aonde ir...

eva marta ribeiro disse...

GOSTARIA DE SABER COMO FAÇO PARA AJUDAR UMA PESSOA COM DISLEXIA NA VIDA ADULTA.UM JOVEM DE 24 ANOS QUE NÃO ACEITA O PROBLEMA.E A MÃE DELE SOFRE MUITO.

Sergio disse...

Não que seja uma regra mas agora na idade de 62 anos, vejo o meu passado de fracassos colegiais (desde o primário e secundário interrompido) com muita lástima. Como sofri, como penei com a matemática por exemplo e todas as outras matérias. Me viam como um marciano, um vagabundo, um desinteressado, um gastador de mensalidades escolares pagas inutilmente.
Se se sabia da existência da dislexia eu não sei mas, com certeza, nunca fui encaminhado a nenhum profissional que pudesse me ajudar. Passei por mais de sete colégios na época pois era a única maneira de continuar estudando pois era praticamente expulso a cada novo ano letivo.
Felizmente, mesmo sem nenhum diploma efetivo (exceto o de cuspe à distância) e graças a uma paixão por eletrônica e microprocessadores que na época pouca gente conhecia, pude fazer uma carreira de sucesso de que me orgulho pois foi "cavada" exclusivamente por mim (como se diz "self made man").
Agora, olhar para o passado até me dá medo.
Se pudesse passar uma borracha nele eu já teria feito.
Ah! E tenho mágoas de muita, muita gente, eu preciso confessar.
E para completar também sofro de doença celíaca, também diagnosticada recentemente. Mas não vem ao caso.

Leonardo A. Teixeira disse...

Me chamo Leonardo tenho 22 anos, e estou no 4 período da faculdade de Direito. Sempre tive muita dificuldade em compreender os textos. Ler em voz alta então nem se fala!!! Minhas professoras faziam questão de me expor a turma, me obrigando a ler mau! Teve uma época que eu treinava diariamente sem sucesso! Para que cessasse essa vergonha na minha vida! mais não fui contemplado com tal dadiva!


Gostaria de saber se tem alguma forma, instrumento ou método que possa me ajudar...?

Leonardo A. Teixeira disse...

Me chamo Leonardo tenho 22 anos, e estou no 4 período da faculdade de Direito. Sempre tive muita dificuldade em compreender os textos. Ler em voz alta então nem se fala!!! Minhas professoras faziam questão de me expor a turma, me obrigando a ler mau! Teve uma época que eu treinava diariamente sem sucesso! Para que cessasse essa vergonha na minha vida! mais não fui contemplado com tal dadiva!


Gostaria de saber se tem alguma forma, instrumento ou método que possa me ajudar...?

Mª Clara disse...

tenho 22 anos, e desde que fiquei grávida comecei a desenvolver dificuldades de assimilar coisas, tipo textos e informações, meu filho tem 1 ano e 4 meses e comecei com esses sintomas em junho de 2010, mas hoje acredito que as coisas estão em um nível maior. Minhas memórias imediatas estão muito falhas e ultimamente venho misturando as palavras, tanto ao falar quanto ao escrever... me sinto muito frustrada quanto a tudo isso, na verdade me acho um fracasso.
Estou cursando o 5º semestre de Ciencias Contábeis e tenho muita dificuldade nas matérias!
Não sei se o que tenho é realmente dislexia, mas me identifiquei muito com o post!

virginia disse...

me chamo virginia tenho 22 anos meu marido tem 21 e tem dislexia tomou remedio até os 14 anos depois os pais acharam q ñ era grave. hj em dia ele sofre muito se frustra muito e muitas vezes eu ñ sei como ajuda-lo.fiquei sabendo a pouco tempo gostaria de uma orientação.

Ana Bessa disse...

Bem, meu nome é Nathália e tenho 18 anos, sempre percebi que tinha algum problema com aprendizagem, mas na minha sala, na infância, todo mundo entendia as coisas da mesma forma, mamae pensou que era um jeito de eu obter atenção. Mas a coisa mudou no terceiro ano de ensino médio, quando ela me viu estudar MUITO pras provas de matemática e nada dava jeito, mas tinha uma facilidade de decorar depois de muitas leituras e transcrição, aprendi e disse pra mim mesma que esse era o meu jeito de aprender, lendo, transcrevendo, fazer resumos novamente e ler em voz alta, e então vi que dava certo. Estou na faculdade agora, e eu estou indo muito bem, sou uma das melhores alunas da sala, só utilizando essa tecnica, mas sempre tive a vontade de saber se eu realmente tenho algum problema. Me encaixo com as caracteristicas, direita e esquerda, matematica, troco silabas quando leio em voz alta, tenho dificuldades em digitar, tenho que prestar muita atenção, nunca lembro das coisas de primeiro, capacidade de sintese NULA!

Existe algum questinario, tipo um teste que dá pra saber se é dislexo ou não?

Claudia Franca disse...

Sou mãe de um rapaz de 17 anos que tem dificuldades na escola, tem passado de ano apenas pela vergonha da aprovação automática criada pelo governo .Ele não interpreta, matemática não sabe praticamente nada. Como está a beira de ser maior, temo que ele sofra na hora de arrumar um trabalho. Desde seus 11 anos venho passando em fonoaudiologos , que e um processo lento do tratamento.agora minha questão e: Qual direção devo tomar para incluir esse jovem ao mercado de trabalho? Cabe ajuda do governo nesse caso? Pois ele não está em condições de concorrer com os outros da sua mesma idade sem o problema. O destino de um dislexico e viver eternamente dependente de seus pais e familiares ?? E uma situação muito delicada ,frustrante para a pessoa e seus familiares.Gostaria de uma orientação.
Obrigada.

Patrícia Borba disse...

Tenho hoje 42 anos, sou uma mulher muito ativa e inteligente, mas passei a vida travando uma guerra com os rótulos que recebia, principalmente pelos professores. Criei sozinha ferramentas para sobreviver com a dislexia, mas agora, na reta final do curso de psicologia, essas ferramentas não são mais o suficiente.
O mais triste é saber que quem realmente deveria se importar e contribuir, cruza os braços, até mesmo nós, que somos dislexos. Não aceito simplesmente, corro atrás, mas sempre é muito doido. Tenho uma filha com 12 anos que também tem dislexia, e que sozinha, consegui faze-la perceber que é apenas diferente, nunca incapaz ou inferior, que precisa se dedicar um pouco mais (na verdade, muito mais), e corro junto, ao lado dela, pois não tive esse apoio.
Acreditei que na faculdade (onde ninguem acreditava que eu chegaria, nem que vou concluir) de psicologia, seria diferente, por serem psicólogos, mas os professores sabem ate menos que eu sobre o tema, não existe inclusão, existe a indiferença. Tem momentos que da vontade de desistir, mas pela minha filha, preciso seguir.

Patrícia Borba disse...

Tenho hoje 42 anos, sou uma mulher muito ativa e inteligente, mas passei a vida travando uma guerra com os rótulos que recebia, principalmente pelos professores. Criei sozinha ferramentas para sobreviver com a dislexia, mas agora, na reta final do curso de psicologia, essas ferramentas não são mais o suficiente.
O mais triste é saber que quem realmente deveria se importar e contribuir, cruza os braços, até mesmo nós, que somos dislexos. Não aceito simplesmente, corro atrás, mas sempre é muito doido. Tenho uma filha com 12 anos que também tem dislexia, e que sozinha, consegui faze-la perceber que é apenas diferente, nunca incapaz ou inferior, que precisa se dedicar um pouco mais (na verdade, muito mais), e corro junto, ao lado dela, pois não tive esse apoio.
Acreditei que na faculdade (onde ninguem acreditava que eu chegaria, nem que vou concluir) de psicologia, seria diferente, por serem psicólogos, mas os professores sabem ate menos que eu sobre o tema, não existe inclusão, existe a indiferença. Tem momentos que da vontade de desistir, mas pela minha filha, preciso seguir.

Patrícia Borba disse...

Tenho hoje 42 anos, sou uma mulher muito ativa e inteligente, mas passei a vida travando uma guerra com os rótulos que recebia, principalmente pelos professores. Criei sozinha ferramentas para sobreviver com a dislexia, mas agora, na reta final do curso de psicologia, essas ferramentas não são mais o suficiente.
O mais triste é saber que quem realmente deveria se importar e contribuir, cruza os braços, até mesmo nós, que somos dislexos. Não aceito simplesmente, corro atrás, mas sempre é muito doido. Tenho uma filha com 12 anos que também tem dislexia, e que sozinha, consegui faze-la perceber que é apenas diferente, nunca incapaz ou inferior, que precisa se dedicar um pouco mais (na verdade, muito mais), e corro junto, ao lado dela, pois não tive esse apoio.
Acreditei que na faculdade (onde ninguem acreditava que eu chegaria, nem que vou concluir) de psicologia, seria diferente, por serem psicólogos, mas os professores sabem ate menos que eu sobre o tema, não existe inclusão, existe a indiferença. Tem momentos que da vontade de desistir, mas pela minha filha, preciso seguir.